quarta-feira, julho 11th, 2012 | Author:

Segundo o ginecologista e professor Thomaz Rafael Gollop, a grávida adolescente tende a desestruturar sua vida quando assume uma maternidade para a qual ainda não está preparada. A liberdade é o maior desafio para superar com a vinda de um bebê. Saircom os amigos, chegar em casa a hora que quiser, gastar seu salário comprando coisas para você, sem pensar que tem uma criança que agora depende de alguém para comer, estudar e vestir-se.
Na maioria das vezes, quem acaba criando a criança são os avós maternos, pelo menos temporariamente, até que a jovem mamãe tenha condições de assumir a empreitada. Porém, em alguns casos, garotas sofrem a repressão da família e até fogem de casa, abandonando também os estudos.

Outro fato agravante é que algumas meninas não levam uma gravidez precoce adiante, muitas simplesmente tiram o bebê, seja em clínicas, o que é proibido no Brasil, ou por outros métodos. Dr. Gollop afirma: “sabemos que 1/3 dos bebês que nascem no Brasil todos os anos, cerca de 1 milhão, são filhos de meninas com menos de 19 anos. Como o número de abortos também é alto, sua freqüência em meninas abaixo de 19 anos deve ser grande”.
Hormônios em ebulição e a impetuo-sidade natural da idade podem explicara grande incidência de gravidez na adolescência, mas a verdade é que nunca uma geração esteve tão bem informada sobre métodos anticoncepcionais e, consciente da necessidade de se proteger contra doenças sexualmente transmissíveis. E como é melhor prevenir que remediar, o melhor meio para evitar a gravidez ainda é a pílula anticoncepcional e claro, sem esquecer da camisinha.
Apesar disso, é preciso alertar cada vez mais os adolescentes sobre os perigos de uma gravidez precoce, do contágio de doenças sexualmente transmissíveis, da frustração amorosa e suas conseqüências. É preciso ter claro que sexo não é somente uma questão de informação, mas muito mais de maturidade, através de um diálogo aberto entre pais e filhos.

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Categoría: Cuidados de bebes
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